Ed Sheeran: Entenda confusão envolvendo o cantor e discurso pró-Palestina em show de abertura
Ed Sheeran se apresenta no Rock in Rio 2024 Leo Franco/AgNews O cantor Ed Sheeran se viu no centro de uma polêmica em torno de sua turnê "Loop" após um discu...
Ed Sheeran se apresenta no Rock in Rio 2024 Leo Franco/AgNews O cantor Ed Sheeran se viu no centro de uma polêmica em torno de sua turnê "Loop" após um discurso pró-Palestina do rapper Macklemore. Tudo começou no dia 4 de setembro. Segundo o jornal "The Guardian", o rapper americano, que fazia o show de abertura no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), gritou "Free Palestine" (Palestina Livre, em tradução literal). Ele também afirmou que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas. A declaração motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano (Israeli American Council) pedindo a exclusão do rapper da turnê. A Messina Touring Group, promotora responsável pela etapa dos Estados Unidos da turnê de Sheeran, informou à revista "Rolling Stone" que Macklemore não faria os shows das datas restantes. Agora no g1 "Como promotora da turnê 'Loop' de Ed Sheeran nos Estados Unidos, fomos informados pelos locais que sediarão as próximas datas da turnê de que eles não permitirão a realização dos shows com Macklemore no line-up. Isso resultaria no cancelamento da turnê e impactaria centenas de milhares de fãs. Após discussões com as partes envolvidas, Macklemore não se apresentará nas datas restantes como atração de apoio." O rapper estava escalado para abrir oito dos dez shows restantes da turnê pelos EUA, com retomada prevista para 19 de setembro na Filadélfia. As cidades com locais de apresentação que teriam se oposto ao retorno de Macklemore incluem Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa. Macklemore e Ed Sheeran se pronunciam Macklemore canta durante show no Lollapalooza 2019 Fábio Tito/G1 O cantor divulgou um longo comunicado na segunda-feira (14) sobre sua saída da turnê. "Antes de começar, quero dizer algo que deveria ser óbvio. Neste momento, acho que isso importa. Eu não sou uma vítima", escreveu Macklemore no Instagram. "Temos carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo todo. Quaisquer que sejam as consequências que enfrentemos pelo que dizemos, podemos voltar para casa e para nossas famílias. As vítimas são os palestinos." Initial plugin text Já Ed Sheeran afirmou que a decisão partiu da promotora da turnê, a Messina Touring Group. "Não sou cúmplice. Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque eu escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenho, e não significa que eu não me importe", publicou Sheeran. Um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontou em junho que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza. Segundo a comissão, tais práticas em Gaza configuram genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. O relatório da comissão da ONU afirmou ainda que cerca de 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza eram crianças, pouco mais de 20 mil em números absolutos. Debandada Ed Sheeran se apresenta no Rock in Rio 2024 Gustavo Wanderley/g1 Os cantores Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham e a banda Beoga declararam nesta terça-feira (15) que não vão mais abrir os shows de Ed Sheeran. Com isso, Sheeran perdeu todos os artistas de abertura de sua série de concertos, que tem datas previstas até 11 de dezembro. Finneas, aliás, abriria as apresentações do cantor britânico em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro. O grupo Beoga, além de abrir shows, também se apresentava ao lado de Sheeran em trechos de repertório influenciados pela música tradicional irlandesa. Junto à decisão de cancelamento, os três cantores e o grupo manifestaram apoio à causa palestina. "Artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão", escreveu Finneas no Instagram. Initial plugin text "Deveríamos poder falar sobre guerra, sobre civis sendo mortos, sobre crianças que merecem crescer. Onde quer que vivam. Qualquer que seja a sua bandeira", afirmou Graham. "Como irlandeses, conhecemos bem até demais genocídio, fome forçada e ocupação violenta", disse Rowe. "Somos irlandeses que entendem colonialismo. Como membros fundadores do movimento Artistas Irlandeses pela Palestina, somos ativistas com compromisso pela justiça e continuaremos a ser", publicou a banda Beoga. Sheeran ainda não comentou a saída dos demais artistas da turnê.